sexta-feira, 28 de outubro de 2016

ponteiros

Dizem que o tempo é passageiro, mas na verdade quem passa somos nós.
Passamos de uma fase para outra na vida.
Passamos de uma hora pra outra, somos tão passageiros.
Passageiros do mundo, onde entramos ao nascer, e saímos ao morrer, e nesse meio tempo - a que chamamos de vida - passamos o tempo todo ocupados.
Nos ocupamos de tudo na vida, no mundo onde estamos de passagem, nos ocupamos de estar, de fazer, de aparecer, mas poucos se ocupam de ser. E ser é a única coisa que realmente importa enquanto estamos de passagem, porque o que somos é a única coisa que fica.

domingo, 23 de outubro de 2016

1 new message

Era da tecnologia, da comunicação, e do isolamento.
Esses são os tempos que vivemos.
Nas mídias "sociais" vejo quase todo mundo compartilhando suas vidas vazias de significado, numa tentativa desesperada de dar algum valor aos seus dias solitários.
Todos jogam o jogo do que "quem se importa menos", ignorando recados pra ver quem vai ceder primeiro. Nesse jogo doentio, o "perdedor" é aquele que cede, que responde, que dá atenção.
O "vitorioso" é quem ignora, quem esquece, quem rejeita, quem não retorna a ligação.
E no final do dia, os ditos vitoriosos deitam suas cabeças cheias de medos no seu travesseiro, retornam para uma cama vazia.
A caixa de mensagens está sempre cheia.
As fotos estão cheias de "likes".
A comida está sempre farta.
As viagens estão cada vez mais requintadas.
Os roteiros estão cada vez mais exóticos.
As roupas cada vez mais caras.
Os corpos cada vez mais magros.
Os sorrisos cada vez mais largos.
A inveja cada vez maior.
Os animais cada vez mais humanizados.
As ideologias cada vez mais propagadas.
Os fatos cada vez mais discutidos.
O mundo está cada vez mais conectado.
O universo cada vez mais compartilhado.
E as pessoas estão cada vez mais vazias.
Estão vivendo uma vida de mentira, de vitrine, de photoshop e cirurgia plástica.
E as pessoas estão cada vez mais sozinhas.
E as camas estão cada vez maiores, para dar conta de aconchegar a solidão.
E os corações medrosos, cada vez mais amargurados, por saber que já não sabem mais amar.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

anúncio # 2

Procura-se um lugar, nem precisa ser grande coisa, pode ser apenas um cantinho, onde caiba nem que seja só a alma agachadinha, que é pra tentar escapar do momento em que o mundo todo desmoronar..."

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Occupe-toi de tes oignons

Je ne parle pas français... 
so...
let me say that in old and good Portuguese:
Cuida da sua vida!

terça-feira, 27 de setembro de 2016

humanity

I can't understand how someone can see poverty and people living extremely bad and not to be moved by it.
How can a human being watch another human being living worse than animals, and not - at least - feel a deep sadness in their soul?
How can we watch people taking food from the garbage, and not to cry all night long?
How can we be so bad?

How can we be so inhuman?



quinta-feira, 22 de setembro de 2016

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

out of place

It feels like April.
The breeze, the sun slowly losing its power of heat, the leaves falling, and this melancholy in my heart.
It  feels like home.
The cold outside, and the warmth inside of a cup of cappuccino.
It feels like yesterday.
I close the door behind me as I look at the loved ones doing their businesses, while I complain about something wrong that happened in my day.
It feels like a hug.
The sadness as such filling my soul and I just watch that look into your eyes that makes me melt inside.
It feels like a dream...
I am now where I am supposed to be for the rest of my life, even though my heart aches for the sunny down.
It feels like happiness.
All the memories of another Autumn, another falling, another leaves, another house, another country, another people, another breath, another stars but the same old moon up in the sky.
It feels like a moment.
That moment when I finally feel belonging to somewhere else than myself.