Hoje acordei me sentindo velha.
Reflexões que faço para não enlouquecer. Algumas são curtas, outras são estúpidas, e algumas outras são curtas e estúpidas. Whatever... Eu só quero me livrar de tanta coisa no meu peito. Se é curta ou estúpida, fica a critério do leitor. Enjoy it!
quarta-feira, 14 de abril de 2021
velhice
terça-feira, 16 de fevereiro de 2021
Silence
E que vibra tão alto que cala seus pensamentos
O silêncio que dói nos ossos,
Que se sente nas articulações.
Silêncio que franze a testa,
Que gela a espinha,
Que cauteriza o medo,
E que paraliza o caminhar.
Silêncio que é ponte e rio impetuoso
Que assusta e faz acalmar.
Silêncio que bate e abraça,
Silêncio que cega o olhar.
Esse silêncio cruel e amoroso,
Que se agarra à minha alma como quem quer casar,
Esse silêncio martírio dos meus dias,
Silêncio que eu tanto quis assassinar.
Agora o silêncio me olha, de um vazio profundo em que se abriga,
E sonda os meus sonhos, e me faz planos pra um futuro,
Onde silêncio algum não há.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2021
quinta-feira, 9 de julho de 2020
sentidos

quarta-feira, 1 de julho de 2020
quarta-feira, 6 de maio de 2020
entre nós a sós
Alguns de nós estamos à beira de um ataque de nervos.
E estamos sós.
Não sabemos o que vai acontecer.
Não sabemos quando tudo vai acabar, se acabar, e como vai acabar.
Alguns de nós já se acabaram pelo caminho.
Devastação.
Esses somos nós.
E nós sentimos nossos corpos solitários tremer.
Sentimos o coração pular desordenado.
Sentimos o nó na garganta e o soco no estômago.
E nos sentamos tremendo, suados, molhados das lágrimas que já secaram nossos olhos e nossos ossos...
Nos sentamos diante de tudo aquilo que não podemos fazer.
E não há nada que possamos fazer.
A não ser sentir medo.
E ficarmos sós...
Alguns não temem.
Mas todos os que tremem sabem que eles não vêem o que nós medrosos vemos.
E o mais assustador é que nosso destino não nos pertence.
E esses somos nós.
E estamos sós...
Unidos somente pelo medo que nos consome devagar.O medo que viaja na incerteza e se move pelo ar invisível, porém real, assim como o vento.
E sentamos esperamos pelo destino, assistindo o desenrolar do caos e do show de horrores, torcendo para não sermos os próximos.
E não sabemos mais do que temos mais medo: de não sabermos o que vem pela frente, ou de não podermos fazer nada pelo que acontece no agora.
Nós estamos em silêncio.
Tão quietos que podemos finalmente ouvir ao vento.
Estamos inquietos, mas imóveis.
Tão inertes que podemos finalmente sentir o arrepio.
E estamos sós.


