terça-feira, 27 de setembro de 2016

humanity

I can't understand how someone can see poverty and people living extremely bad and not to be moved by it.
How can a human being watch another human being living worse than animals, and not - at least - feel a deep sadness in their soul?
How can we watch people taking food from the garbage, and not to cry all night long?
How can we be so bad?

How can we be so inhuman?



quinta-feira, 22 de setembro de 2016

limbo

Sinto como se eu estivesse presa em um sonho.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

out of place

It feels like April.
The breeze, the sun slowly losing its power of heat, the leaves falling, and this melancholy in my heart.
It  feels like home.
The cold outside, and the warmth inside of a cup of cappuccino.
It feels like yesterday.
I close the door behind me as I look at the loved ones doing their businesses, while I complain about something wrong that happened in my day.
It feels like a hug.
The sadness as such filling my soul and I just watch that look into your eyes that makes me melt inside.
It feels like a dream...
I am now where I am supposed to be for the rest of my life, even though my heart aches for the sunny down.
It feels like happiness.
All the memories of another Autumn, another falling, another leaves, another house, another country, another people, another breath, another stars but the same old moon up in the sky.
It feels like a moment.
That moment when I finally feel belonging to somewhere else than myself.

domingo, 18 de setembro de 2016

revisitar

De repente ficou tudo tão quieto que me assustou pela calmaria.
E eu tinha todos os motivos pra estar com medo.
Entrou um vento e tirou tudo do lugar, bagunçou com tudo aquilo que eu tão meticulosamente escondi debaixo dos tapetes da alma.
Que importa se não está de fato arrumado?
A um armário bagunçado basta fechar a porta para se ter a impressão de que está organizado.
E de que importa sabermos que a bagunça está apenas trancada, escondida atrás de portas fechadas?
O importante é que quem vem de fora tem a impressão de que tudo está bem.
Mas agora esse vento entrou e tirou tudo do lugar, escancarou portas e expôs toda a minha desordem.
E eu odeio tanto tudo isso, especialmente porque agora eu vou ter que rever, de novo, todos os meus conceitos.
Estou cansada de ter que, toda vez, reler os mesmos diagnósticos sobre mim mesma para tentar me entender. 
E exatamente quando eu achava que já estava em paz comigo mesma...

domingo, 11 de setembro de 2016

estrada # 2

Quem nunca se sentiu perdido, ou com medo do escuro?
Quem nunca se sentiu pequeno, sentado no vazio, e assustado pelo futuro?
Diga, quem nunca se sentiu partido, caminhando sobre a corda bamba?

Quem nunca se sentiu sozinho? Quem nunca sujou os pés na lama?


segunda-feira, 5 de setembro de 2016

rastros

De que são constituídas as memórias?

O que é que torna um momento, ou pessoa, ou objeto ou lugar tão precioso que aquilo se imprime na nossa mente e coração de modo que começa a faz parte de nós?

Como esse processo de fundição acontece?

Mais intrigante é que a gente nunca sabe que aquele instante tão pequeno na imensidão espaço tempo vai se tornar algo tão magnânimo e digno de nosso carinho e atenção pra sempre.

Acho curioso pensar que as memórias estão não somente na nossa mente, mas que conseguem transcender e se tornarem físicas de alguma maneira, ao passo que se imprimem em um objeto, um pedaço de papel, um cheiro, uma paisagem.

Como as fotografias, que são capazes de literalmente captar a imagem de um momento.

E é vivendo que formamos memórias, que construímos momentos dignos de serem eternizados.

Quando alguém morre, essa pessoa não pode mais participar de nossos momentos, ela vive apenas na nossa memória. Não tem como criar novas lembranças de alguém que já morreu. Esse pensamento é tão triste. Você vai fazer aniversários, e aquela pessoa não estará lá presente, não vai aparecer nas fotos, sua voz não será ouvida no parabéns, seu cheiro, seu calor, nada disso fará parte de suas memórias, nunca mais. Em um certo ponto da vida, como uma pintura antiga, as memórias daquela pessoa vão se apagando, perdendo o brilho, desvanecendo pelo tempo e a distância.


A memória também se apaga... 

A memória também desvanece, ficando apenas aquele vazio e a certeza de que antes tinha algo precioso ali, que agora já não existe mais.